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Mercado· 19 de junho de 2026

Querosene em alta leva Azul, Gol e Latam a reduzir voos no Brasil; Norte e Nordeste sentem mais

Querosene em alta leva Azul, Gol e Latam a reduzir voos, com impacto maior no Norte e Nordeste. Veja o que é confirmado e o que é estimativa.

Querosene em alta leva Azul, Gol e Latam a reduzir voos no Brasil; Norte e Nordeste sentem mais

O quê: As três maiores companhias aéreas do país — Azul, Gol e Latam — começaram a cortar parte de seus voos domésticos. Quem diz: a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), entidade que representa as três. Quando: os ajustes valem para maio e junho de 2026. Onde: o impacto se concentra em rotas do Norte e do Nordeste. Por quê: a disparada no preço do querosene de aviação (o QAV, principal combustível dos aviões), puxada pela alta do petróleo após a escalada de tensão no Oriente Médio.

Antes de tudo, uma tradução: QAV é o "diesel dos aviões". Segundo a Abear, ele já respondia por cerca de 30% a 32% dos custos de uma aérea e, com a crise, passou a pesar perto de 45% a 46%. A entidade afirma que o combustível quase dobrou de preço desde o início do conflito — saindo da casa de R$ 3,30 para cerca de R$ 6,65 por litro, depois de reajustes seguidos. O pano de fundo é geopolítico: a instabilidade em torno do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo do mundo, empurrou o barril para cima e contaminou toda a cadeia.

Sobre os números, é preciso cautela. A estimativa mais citada é de cerca de 121 voos a menos por dia, em média, atribuída à Abear. Há uma divergência entre as fontes sobre o período exato: a reportagem de origem associa esse volume a junho, enquanto outros veículos vinculam o mesmo número a maio — por isso, tome-o como estimativa da entidade, e não como dado fechado. O que está mais firme: a Latam confirmou que reduz em até 3% sua oferta de assentos em junho, mesmo assim ainda prevendo crescer perto de 8% ante junho de 2025; e a Azul vem cortando algo em torno de 5% da oferta. Ou seja: há corte real, mas sobre uma base que segue grande.

E o bolso? A própria Abear sinaliza altas de até 30% nas passagens nos próximos meses — também uma projeção, não um valor cravado. Como referência do que já aconteceu, a entidade aponta aumentos de 17% em março e 9% em abril na comparação com 2025. Quem voa para capitais e cidades menores do Norte e Nordeste, em rotas com menos frequências, tende a sentir primeiro, tanto na disponibilidade de horários quanto no preço.

Para o passageiro, o recado prático é simples e sem pânico: voos não estão "acabando", mas a malha está mais enxuta e os preços, mais pressionados. Vale pesquisar com antecedência, ficar atento a remarcações da própria companhia, comparar datas e horários (voos fora de pico costumam sobrar mais) e, se a viagem for para o Norte/Nordeste, garantir a passagem mais cedo. Acompanhe os comunicados oficiais das aéreas: como o gatilho é o preço do combustível, o cenário pode mudar conforme o petróleo se acomodar.

Fonte: Melhores Destinos / Abear — https://www.melhoresdestinos.com.br/azul-gol-latam-cancelam-voos-junho.html