Azul normaliza motores e opera toda a frota de jatos E2 pela 1ª vez
Depois de anos de motores parados, companhia consegue voar com toda a frota de E2 ao mesmo tempo, segundo balanço do 2º trimestre de 2026.
A Azul Linhas Aéreas colocou, pela primeira vez, toda a sua frota de jatos Embraer E2 em operação simultânea, superando uma crise que se arrastava havia anos por causa de problemas nos motores Pratt & Whitney da família PW1000G. O avanço foi divulgado pela companhia durante a apresentação de resultados do segundo trimestre de 2026.
Os problemas com a família de motores PW1000G deixaram dezenas de aeronaves paradas no mundo todo e também afetaram a holandesa KLM. Como os jatos E2 da Embraer foram fabricados depois dos A220 e A320neo, ficaram menos expostos a essas falhas, mas ainda assim a Azul sentiu o impacto.
Diante disso, a Azul precisou inclusive receber novas aeronaves e enviá-las para o chamado canibalismo, prática em que um jato serve de fonte de peças para outro.
O CEO da Azul, John Rodgerson, destacou a operacionalidade dos jatos E195-E2 e afirmou: "hoje temos 100% dos jatos E2 voando, e com os nossos A320neo, estamos recuperando as operações internacionais enquanto reduzimos o uso de ACMI (wet-leasing), posicionando a Azul para uma operação internacional mais confiável, sendo apoiada por aviões da própria Azul e seus tripulantes". O ACMI, ou wet-leasing, é o arrendamento de aeronave com tripulação e manutenção incluídas.
Abhi Shah, presidente da Azul, disse que a empresa "está extremamente feliz com que toda nossa frota de jatos E2 está voando de novo, e devemos ter zerado o número de jatos A320 parados (AOG) nos próximos 15 a 30 dias". Segundo ele, é a primeira vez que isso ocorre em vários anos e, somada à chegada de três a cinco jatos E2 por ano, a normalização deve produzir "uma inflexão nos próximos trimestres".
Os jatos A320neo da Azul utilizam motores CFM LEAP, que aparentemente também foram afetados por problemas na cadeia logística, ainda que de forma significativamente menor do que os PW1000G.
Fontes: AEROIN