Widerøe aponta necessidade de 15 a 20 E2 para ganhar escala
Companhia norueguesa estuda renovar seus Dash 8-Q400 enquanto busca ampliar a rede comercial fora do país.
A Widerøe prevê iniciar no próximo ano a substituição de seus 18 Dash 8-Q400 e afirma que precisaria de pelo menos 15 a 20 jatos E2 para obter escala com esse tipo de aeronave. O movimento faz parte dos planos de expansão internacional da companhia norueguesa e de fortalecimento de sua rede comercial.
Em entrevista ao jornalista de aviação Dominik Sipinski, durante o encontro da European Regions Airlines Association (ERAA), o CEO Tore Jenssen disse que a empresa quer ficar menos dependente do mercado norueguês. Para ele, a rede comercial permite à companhia trabalhar diretamente para torná-la mais rentável, ao contrário dos voos PSO, as rotas públicas dentro da Noruega.
A troca é motivada também pelas limitações dos Dash 8-Q400 em trajetos de médio e longo alcance. Jenssen afirmou que esse avião não é o ideal para setores mais longos, justamente o tipo de operação que ganha relevância nos planos internacionais da Widerøe.
A companhia já opera três E190-E2, todos com mais de oito anos de serviço. A permanência ou a renovação dessas aeronaves dependerá de avaliações técnicas e de manutenção. Para os próximos passos, a tendência apontada pelo executivo é priorizar o E195-E2, de maior porte.
A expansão, porém, ainda não define uma escolha exclusiva pela Embraer. Apesar da experiência positiva com os E2, a Widerøe também avalia a família Airbus A220 como alternativa para renovar a frota e alinhar a operação aos seus planos internacionais. Inicialmente, a empresa planeja incorporar “um punhado” de novos jatos regionais, sem adquirir todos de uma vez.
Enquanto isso, os Dash 8-100 e Dash 8-200 devem seguir nos tradicionais voos domésticos por muitos anos.
Fontes: AEROIN