SR-71 pode voltar a voar após 27 anos parado
A NASA contatou antigos profissionais do Blackbird enquanto o último exemplar a voar deixou a exposição em Edwards.
A NASA pode estar preparando a volta aos voos do SR-71 Blackbird, aeronave produzida pela Lockheed que não voa há 27 anos. O movimento ganhou atenção após o administrador da agência mostrar a imagem de uma aeronave semelhante ao Blackbird, afirmar que não seria o modelo e reiterar que a NASA voltará a realizar voos mais rápidos do que nunca.
Entre os antigos profissionais procurados está Mike Relja, engenheiro de testes que trabalhou por anos diretamente com o SR-71 na Força Aérea Americana e na NASA. Ele contou que foi contatado em junho para ajudar em um projeto que poderia colocar o avião de volta ao voo, mas não acreditou na proposta porque o último voo do Blackbird ocorreu em 1999.
Relja respondeu que estava muito velho para participar. Em declaração reproduzida pela Aviation Week, ele disse à NASA: “gostaria de ver isso acontecer, seria interessante, mas eu não acho que vocês vão conseguir a partir do ponto atual”.
O último Blackbird fabricado, e também o último a voar, de número de série 844, foi retirado da exposição estática permanente na Base Aérea de Edwards, no deserto do Sul da Califórnia. Segundo a fonte, o avião não foi visto desde então e deixou o conhecimento público.
Em agosto, a NASA teria voltado a procurar Relja com uma nova proposta. De acordo com o engenheiro, disseram a ele que já havia pessoas trabalhando na aeronave em um hangar em Edwards, base conhecida por servir de campo de testes para inúmeras aeronaves militares. Outro engenheiro também foi contatado, mas os planos da agência para o avião ainda não estão claros.
A eventual retomada exigiria lidar com componentes muito específicos. Os motores Pratt & Whitney J58 são exclusivos do Blackbird e não são encontrados em nenhum outro lugar. Outros componentes também são exclusivos, e boa parte do maquinário usado para fabricar essas peças foi descartada há muitos anos. Relja observou ainda que os motores não são ligados há 27 anos e que a aeronave foi mantida como peça de museu, não preparada para reativação.
O SR-71 foi concebido para monitoramento avançado e podia voar a Mach 3, três vezes a velocidade do som, acima de 3.000 km/h. Após o fim da Guerra Fria, foi repassado à NASA, que o manteve voando até 1999 para realizar experimentos em alta altitude.
Fontes: AEROIN