Passagem sobe 14,5% e combustível de avião, 31,8%, em um ano
Dados da Anac de agosto de 2026 mostram reajustes bem diferentes entre a tarifa aérea e o combustível de aviação no Brasil.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou os dados de agosto de 2026 sobre o mercado aéreo brasileiro, e o comparativo entre dois números que andam colados, o preço da passagem e o preço do combustível que move o avião, mostra reajustes bem diferentes. A tarifa média cobrada por trecho no país, considerando todas as rotas domésticas e empresas, foi de R$ 776,87, alta de 14,5% em relação a agosto de 2025. Já o QAV, o querosene de aviação usado para abastecer as aeronaves, custou R$ 4,98 por litro no período, alta de 31,8% no mesmo intervalo de um ano.
O percentual de alta do combustível foi mais que o dobro do reajuste da tarifa: 31,8% contra 14,5%.
Na comparação com agosto de 2024, porém, o quadro se inverte: a tarifa subiu 15,1%, mais do que o QAV, que teve alta de 10,4% no mesmo período.
Para chegar à tarifa média, a Anac soma todos os bilhetes comprados por passageiros de voos domésticos no mês, rota a rota. O cálculo considera apenas o valor pago pelo serviço de transporte aéreo em si, sem taxas extras como franquia de bagagem, marcação de assento e taxa de embarque. Também ficam de fora os bilhetes comprados com descontos que não estão disponíveis ao público em geral, como passagens emitidas com milhas, tarifas corporativas e bilhetes comercializados para funcionários das próprias companhias.
O levantamento também mostra como o preço se distribuiu entre os assentos vendidos em agosto de 2026: 34,8% dos assentos comercializados tiveram preço inferior a R$ 500, enquanto 9,2% foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil.
Fontes: AEROIN