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Aviação Regional· 23 de setembro de 2026

Instabilidade no GPS afeta jatos E2 da Embraer, mas não compromete segurança

Embraer e Honeywell investigam instabilidade no GPS da família E2, que teria afetado voos da Azul; fabricante diz que a segurança não é comprometida.

Instabilidade no GPS afeta jatos E2 da Embraer, mas não compromete segurança

A Embraer informou que está trabalhando junto com a Honeywell para entender um problema de instabilidade no sistema de GPS que afeta aeronaves da família E2, os jatos regionais da fabricante brasileira. A empresa diz que ainda não sabe qual é a causa exata do problema, mas garante que a segurança das operações não é comprometida.

Segundo a Embraer, a fabricante recebeu relatos de "instabilidade" no sistema de posicionamento por satélite em diferentes tipos de aeronaves, incluindo a família E2. "A empresa está oferecendo suporte técnico aos clientes e tomando as ações necessárias para resolver o problema", afirma a Embraer. "Embora a ocorrência possa afetar a programação operacional das companhias aéreas, não há impacto na segurança de voo."

A fabricante explica que a frota E2 conta com equipamentos de navegação suplementares e procedimentos que permitem à aeronave operar mesmo nessas condições. Na prática, isso significa que os pilotos têm alternativas ao GPS para seguir voando com segurança caso o sinal fique instável.

A Azul, companhia aérea brasileira, estaria entre as operadoras afetadas pelo problema, segundo informações. Um comunicado atribuído à divisão de suporte técnico da Embraer sugere que um reinício do sistema pode restabelecer o sinal de GPS, mas que a instabilidade pode voltar a ocorrer depois disso.

A Honeywell, fornecedora do Primus Epic 2 — o pacote de aviônicos, ou seja, o conjunto de sistemas eletrônicos que equipa o cockpit da família E2 — diz estar "ciente de um problema" que afeta aeronaves "relacionado à recepção de sinais de GPS". "Nossas equipes estão avaliando ativamente a questão para identificar a causa subjacente do problema", informa a empresa.

A Embraer afirma que está "monitorando de perto a situação" em coordenação com as operadoras e com a fabricante dos equipamentos.

Fontes: FlightGlobal