Indonésia pode receber caças J-10 chineses em abril de 2027
Relatos apontam uma entrega inicial em cerca de seis meses, mas quantidade e versão das aeronaves seguem sem confirmação.
A Indonésia pode receber seus primeiros caças Chengdu J-10 por volta de abril de 2027, segundo reportagem do veículo indonésio Republika Online, citada pelo South China Morning Post. O relato foi publicado em 5 de outubro de 2026 e aponta uma primeira entrega em cerca de seis meses.
A reportagem não informou quantas aeronaves fariam parte dessa entrega inicial. Se ela se concretizar, a Indonésia seria o primeiro operador do caça chinês no Sudeste Asiático e o terceiro operador internacional do tipo, depois de Paquistão e Uzbequistão.
Questionado sobre o cronograma, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea da Indonésia, marechal Mohamad Tonny Harjono, não deu detalhes e disse ao público para apenas esperar a chegada das aeronaves.
Os dados centrais da aquisição, porém, ainda não estão definidos publicamente. A reportagem afirma que Jacarta confirmou, em outubro de 2025, um pedido de 42 caças J-10CE, com orçamento aprovado de cerca de US$ 9 bilhões. Já o veículo malaio Defence Security Asia relatou que o chefe de informações do Ministério da Defesa, brigadeiro-general Rico Ricardo Sirait, negou em maio de 2026 a existência de um acordo para 42 aeronaves e US$ 9 bilhões.
Em momentos diferentes, foram divulgadas quantidades de 12, 24 e 42 caças, sem confirmação pública de um total final. Também não está claro se a Indonésia receberia J-10CE novos para exportação ou J-10B usados dos estoques da força aérea chinesa. Segundo o Defence Security Asia, um plano de empréstimo externo reservava até US$ 1,6 bilhão para caças J-10B.
O J-10CE traz radar AESA, de varredura eletrônica ativa, e pode levar o míssil ar-ar de longo alcance PL-15E. O J-10B mais antigo usa radar de varredura eletrônica passiva e armamentos de geração anterior.
Os caças chineses se juntariam a uma frota já variada: a Indonésia encomendou 42 Dassault Rafale em 2022, com entregas em andamento, e assinou acordo para 48 caças KAAN de quinta geração da Turquia em 2025. O país também participa, com papel reduzido, do programa sul-coreano KF-21 e opera F-16, Su-27 e Su-30. Analistas alertaram que operar aeronaves de tantos fornecedores amplia as necessidades de manutenção, treinamento, peças, armas e infraestrutura de apoio.
Fontes: AeroTime