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Aviação· 21 de setembro de 2026

Força Aérea dos EUA quer 500 aeronaves autônomas até 2032

Plano prevê modelos de longo alcance e até US$ 10 milhões por unidade para ampliar a frota operacional.

Força Aérea dos EUA quer 500 aeronaves autônomas até 2032

A Força Aérea dos Estados Unidos pretende incorporar mais de 500 Massed Modular Aircraft (MMA), aeronaves autônomas de longo alcance, à frota operacional até 2032. A meta foi apresentada pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, que também falou em colocar 100 unidades em operação até 2029, caso haja apoio orçamentário.

O plano muda a lógica de emprego desses equipamentos. Em vez de depender apenas dos próprios sensores para localizar um alvo, o MMA deve receber informações de sistemas externos e seguir até o ponto de lançamento da arma que transporta. Entre os exemplos citados estão os mísseis JASSM-ER e LRASM.

Meink afirmou que cada plataforma teria custo estimado de até US$ 10 milhões. Segundo ele, as aeronaves devem oferecer poder de combate de longo alcance em escala e com custo menor que o de um Collaborative Combat Aircraft e de um caça de quinta geração.

A disputa pela futura frota já atrai empresas. A General Atomics-Aeronautical Systems apresentou no início de setembro o Wildfire, um sistema de aeronave não tripulada (UAS), voltado ao requisito do MMA. A empresa citou o MQ-9A Reaper como referência para missões de mais de 8.000 nm e para o transporte de armamentos como JASSM-ER, LRASM ou até quatro Joint Strike Missiles.

Outra proposta é o Gamera, da startup norte-americana Swarm Aero. Revelado em 14 de setembro, o modelo tem envergadura de 72 pés, dois booms de cauda e foi projetado para missões de até 9.000 nm, levando um JASSM-ER ou LRASM sob uma nacele de motor instalada na asa.

A Swarm Aero diz que desenhou o Gamera para fabricação em escala e busca ficar abaixo da meta de US$ 10 milhões por aeronave. Os painéis externos das asas não carregam combustível. Para a empresa, isso facilita a remoção das asas para armazenamento e elimina uma etapa de vedação dos pequenos compartimentos de asa, descrita como trabalhosa.

O cronograma da Defense Innovation Unit prevê cinco anos para que contratadas construam protótipos, concluam testes de voo e ampliem a produção. O desafio, segundo o presidente da GA-ASI, Dave Alexander, não é só criar um protótipo, mas alcançar o volume de produção pretendido.

Fontes: Aviation Week