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Regulação· 17 de agosto de 2026

FAA investiga dois Boeing 737 da American com mesmo código em Phoenix

Dois Boeing 737 da American voaram sob o mesmo código de chamada perto de Phoenix; controlador separou os voos por altitude.

FAA investiga dois Boeing 737 da American com mesmo código em Phoenix

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) abriu uma investigação depois que dois Boeing 737-800 da American Airlines voaram simultaneamente no mesmo setor de tráfego aéreo perto do Aeroporto Internacional Sky Harbor, em Phoenix, sob o mesmo código de chamada, "American 2482", pouco depois da meia-noite de 14 de agosto de 2026. Uma das aeronaves chegava de Chicago O'Hare (ORD); a outra havia acabado de decolar de Phoenix rumo ao mesmo destino.

Dados da Flightradar24 mostram que o voo que chegava descia pela altitude de 11.000 pés enquanto o que partia subia em direção a 9.000 pés no momento em que as tripulações e o controlador responsável pelo setor perceberam a duplicidade do código de chamada, o identificador usado por rádio para se referir a cada voo.

A FAA afirmou que a separação mínima exigida entre as aeronaves foi mantida durante todo o episódio. Segundo a AeroTime, não foi relatado que qualquer uma das duas tenha recebido um alerta de resolução (resolution advisory) do sistema anticolisão de bordo, que orienta o piloto a subir ou descer para evitar a colisão.

Como dois "American 2482" foram parar no ar ao mesmo tempo

A American Airlines usa o número de voo 2482 nos dois sentidos da rota entre Chicago e Phoenix, normalmente com a mesma aeronave fazendo a volta em Phoenix. O trecho de chegada foi atrasado por mau tempo e pousou à 00h13 no horário local, contra um horário previsto de 10h43. Em vez de segurar o voo de volta esperando a mesma aeronave, a companhia escalou um segundo Boeing 737-800 que já estava em Phoenix, que decolou às 11h58. As duas aeronaves ficaram no ar sob o mesmo identificador, ao mesmo tempo, na mesma frequência de rádio.

Quando esse tipo de duplicação é previsto, o procedimento normal é registrar o segundo voo sob um número diferente antes da saída do portão, ou acrescentar uma letra ao código de chamada, segundo a AeroTime. Nenhuma das duas medidas foi adotada neste caso.

Como o controlador separou os dois voos

Assim que percebeu o conflito, o controlador passou a se dirigir às aeronaves como "American 2482 na chegada" e "American 2482 na partida", restringiu o voo que partia a 9.000 pés, manteve o voo de chegada acima dele e passou avisos de tráfego às duas tripulações à medida que as rotas se aproximavam. Ambas relataram ter avistado a outra aeronave.

Ainda na frequência, o controlador disse às tripulações que, em 25 anos trabalhando com tráfego aéreo, nunca tinha visto duas aeronaves se cruzarem sob o mesmo código de chamada, e que a situação poderia ter sido desastrosa.

A American Airlines disse que está revisando as circunstâncias do episódio e atribuiu aos controladores e às suas próprias tripulações o mérito de terem mantido a separação entre as aeronaves.

A semelhança ou duplicidade de códigos de chamada é uma preocupação recorrente para reguladores e provedores de serviços de navegação aérea, e o uso de códigos alfanuméricos é apontado como uma das formas de reduzir o risco. As companhias aéreas americanas, no entanto, não adotaram essa prática de forma sistemática.

A investigação se soma a uma série de apurações da FAA sobre episódios de tráfego aéreo nos Estados Unidos neste ano, incluindo uma decolagem abortada no Aeroporto Internacional de Miami em junho de 2026, depois que um jato executivo entrou em uma pista ativa, e o cruzamento de um Black Hawk à frente de um Boeing 737-800 da United Airlines perto de Santa Ana, em março de 2026. A agência conduz essas revisões enquanto ainda lida com um déficit de controladores certificados em todo o sistema de espaço aéreo nacional.

Fontes: AeroTime