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Aviação· 28 de setembro de 2026

Como o ADS-B mostra voos em tempo real até sobre os oceanos

Sinais de rádio emitidos pelas aeronaves alimentam redes terrestres e satélites que acompanham voos.

Como o ADS-B mostra voos em tempo real até sobre os oceanos

Quem acompanha um voo pelo celular vê um ícone avançando sobre o mapa, inclusive em trajetos distantes da costa. Por trás dessa imagem estão sinais de rádio enviados pela própria aeronave e recebidos por redes em terra ou por satélites.

O principal sistema citado é o ADS-B, sigla em inglês para Vigilância Dependente Automática por Radiodifusão. Ele funciona sem ação do piloto e sem uma consulta feita a partir do solo: usa dados dos receptores de GPS de bordo para transmitir latitude, longitude, altitude de pressão e velocidade horizontal.

Essas transmissões ocorrem aproximadamente uma vez por segundo, na frequência de 1.090 MHz, e podem ser captadas por receptores que estejam na linha de visada. Uma aeronave comercial em altitude de cruzeiro pode projetar o sinal em um raio superior a 250 milhas náuticas, ou 463 km, segundo o texto.

As plataformas de rastreamento reúnem atualizações de milhares de receptores voluntários e comerciais instalados pelo mundo. Quando mais de uma estação recebe a mesma transmissão, sistemas centrais comparam os horários dos sinais para verificar a precisão dos dados e filtrar transmissões corrompidas.

Há, porém, um limite físico: sinais de rádio em linha de visada seguem em linha reta e não acompanham a curvatura da Terra. Aeronaves em baixa altitude, em vales remotos ou longe de receptores podem ficar fora dessa cobertura. Nesses trechos, as plataformas podem usar algoritmos de cálculo de trajetória com a última posição de GPS conhecida, velocidade, rumo verdadeiro, razão de descida e plano de voo registrado, até a chegada de um novo sinal.

Sobre grandes áreas oceânicas, onde não há como instalar receptores terrestres, o ADS-B também pode ser recebido do espaço. A Aireon hospeda cargas úteis receptoras na constelação Iridium NEXT, permitindo que satélites em órbita baixa recebam os mesmos sinais de 1.090 MHz emitidos pelas aeronaves e os retransmitam a centros de controle em milissegundos.

É essa combinação de antenas em solo, previsão temporária de rota e recepção orbital que ajuda a manter o desenho contínuo dos voos nos rastreadores.

Fontes: Simple Flying