Brasil chega a 11.375 aeronaves executivas e mantém a segunda maior frota do mundo
Jatos crescem 14,8% em um ano e movimentos aéreos sobem 12,18%, segundo dados da ABAG.
Enquanto a LABACE 2026 abre as portas no Campo de Marte, os números explicam por que a feira virou parada obrigatória do calendário. A frota brasileira de aviação executiva chegou a 11.375 aeronaves, alta de 5,1% em doze meses, e o país segue com a segunda maior frota do mundo, atrás só dos Estados Unidos.
Os dados são da ABAG, a partir de registros da ANAC.
Os jatos puxam a fila
O segmento que mais cresce é o de jatos executivos: são 1.189 aeronaves, um avanço de 14,8% em um ano. É quase três vezes o ritmo da frota geral, e mostra para onde o dinheiro está indo — aeronaves de maior alcance e mais eficientes.
"A frota da Aviação Executiva vem registrando uma entrada constante de 600 aeronaves por ano", afirma Flávio Pires, CEO da ABAG. Esse fluxo puxa junto toda uma cadeia de serviços: manutenção, peças, seguros, hangaragem, treinamento e combustível.
O céu está mais movimentado
O crescimento não é só de aeronave parada no hangar. Nos doze meses encerrados em abril de 2026, a aviação executiva brasileira registrou 94.800 movimentos — pousos e decolagens — contra 84.500 no período anterior. É uma alta de 12,18%.
Ou seja: além de comprar mais avião, o mercado está voando mais com o que já tem.
O que isso significa na prática
Três leituras rápidas para quem acompanha o setor:
- Demanda por infraestrutura. Mais aeronaves e mais voos pressionam pátios, hangares e aeroportos regionais — inclusive fora dos grandes centros.
- Serviço vira o negócio. Com 600 aeronaves entrando por ano, o dinheiro deixa de estar só na venda da aeronave e passa a estar na manutenção e na operação ao longo da vida dela.
- Peso internacional. A posição de segundo maior mercado do mundo é o que explica a expectativa de maior participação estrangeira na LABACE deste ano.
Fontes: Portal Radar · Portal Radar — movimentos · dados ABAG/ANAC