Pular para o conteúdo
VOA
PortalNotícias de aviação
Todas as notícias
Aviação· 26 de setembro de 2026

Boeing 777X chega em 2027, mas companhias mantêm encomendas

Atrasos elevaram os custos do programa, enquanto empresas buscam a capacidade do 777-9 em rotas de alta demanda.

Boeing 777X chega em 2027, mas companhias mantêm encomendas

O Boeing 777X tem as primeiras entregas a clientes previstas para 2027, sete anos após a entrada em serviço originalmente esperada por volta de 2020. Mesmo com revisões estruturais, escrutínio regulatório e adiamentos, companhias aéreas de longo curso continuam ampliando ou mantendo seus compromissos com o programa.

No terceiro trimestre de 2025, a Boeing registrou uma cobrança de US$ 4,9 bilhões no programa 777X. Segundo a Simple Flying, o valor reflete os custos crescentes de testes prolongados, desacelerações na fábrica e atrasos na certificação.

Parte do trabalho envolve modificar, atualizar e fazer adaptações estruturais em aeronaves montadas nas primeiras fases do programa para que alcancem o padrão final de certificação. Em alguns casos, a Boeing decidiu desmontar e reciclar aeronaves iniciais usadas em testes estruturais, em vez de submetê-las a uma adaptação considerada financeiramente inviável.

A persistência das encomendas está ligada à capacidade planejada do 777-9. Em uma configuração padrão de duas classes, o modelo oferece espaço para até 450 passageiros, enquanto o Airbus A350-1000 normalmente acomoda 369 em configuração semelhante. A fonte aponta uma diferença de 57 assentos entre os dois modelos.

Para companhias que operam em aeroportos com slots de pista próximos de 100% da capacidade nos horários de pico, como London Heathrow, Tokyo Haneda e Dubai International, aeronaves maiores permitem elevar o volume de passageiros sem adicionar mais voos diários. Slot é a autorização de horário para pouso ou decolagem.

A Emirates encomendou mais 65 aeronaves 777-9 durante o Dubai Airshow de 2025, elevando seu compromisso total com o 777X a 270 aeronaves. A empresa espera integrar o 777-9 à sua rede de longo curso até 2038, embora seu presidente, Tim Clark, tenha criticado os atrasos de certificação e recusado receber o primeiro lote de dez aeronaves de produção devido à necessidade de amplo retrabalho.

O 777-9 usa dois motores General Electric GE9X e tem pontas de asa dobráveis. O sistema faz as pontas, de 11 pés, 3,36 metros, dobrarem verticalmente após o pouso para reduzir a envergadura em solo e permitir o uso de portões padrão.

Fontes: Simple Flying