Boeing 747-8 de Trump passa por reforma sem defesa antimísseis confirmada
Aeronave recebida do Qatar está fora de serviço para obras internas, mas a Casa Branca não detalhou mudanças de segurança.
O Boeing 747-8 recebido do Qatar e usado como Air Force One provisório pelo presidente Donald Trump está fora de serviço para obras internas descritas por uma fonte da administração como “atualizações cosméticas”. A Casa Branca não confirmou se o trabalho inclui sistemas de defesa antimísseis, ponto que já influenciou o uso da aeronave.
Avaliado em cerca de US$ 400 milhões e com aproximadamente 14 anos, o jato foi registrado pela última vez transportando Trump em 16 de setembro. Desde então, o presidente voltou a usar o Air Force One mais antigo, construído especificamente para a função, em viagens domésticas e internacionais. Segundo a ABC News, a Casa Branca não respondeu de imediato a perguntas sobre o escopo da obra, sua data de conclusão ou o retorno do 747-8 ao serviço.
A descrição atual é mais limitada do que a explicação dada por Trump à ABC News no mês passado. Na entrevista, ele afirmou que o 747-8 ficaria afastado por cerca de 60 dias para ser preparado ao máximo, com melhorias que permitiriam à aeronave operar em qualquer território. Trump também citou mudanças no interior e nos motores. A fonte da administração, porém, mencionou especificamente alterações cosméticas na cabine, sem detalhar modificações de segurança.
A diferença importa porque uma cabine mais luxuosa melhora o ambiente de trabalho do presidente, enquanto equipamentos militares de sobrevivência são voltados a ameaças que aviões comerciais normalmente não enfrentam. Não há confirmação pública de que a reforma atual esteja incluindo esses equipamentos. A Casa Branca sustentou que o avião tinha protocolos de segurança de alto nível e defendeu sua segurança.
A preocupação já apareceu em julho, durante a viagem de Trump à Turquia para a cúpula da OTAN. Ele chegou a bordo do 747-8 do Qatar, mas retornou no Air Force One mais antigo após uma troca de aeronave de última hora. Depois, a ABC News informou que agentes do Serviço Secreto haviam recomendado o uso do avião mais antigo como precaução de segurança.
O HuffPost havia informado que o 747-8 não parecia ter os mesmos equipamentos de autodefesa da frota presidencial existente, incluindo sistemas associados à detecção e à resposta a ameaças de mísseis. A ABC News também relatou que o The New York Times descrevera a aeronave como sem as capacidades antimísseis da frota atual de Air Force One.
O 747-8 não foi planejado como substituto permanente dos aviões presidenciais atuais. Ele atua como ponte enquanto o programa da Boeing para a próxima geração de aeronaves presidenciais avança. Trump começou a voar no jato em julho, e a aeronave também fez uma viagem internacional à Irlanda em setembro.
Por enquanto, o dado confirmado é que o avião está em reforma interna e que não houve confirmação pública de melhoria em sua capacidade de defesa antimísseis. O retorno do 747-8 ao serviço presidencial poderá esclarecer se recebeu a preparação mais ampla citada anteriormente por Trump.
Fontes: Simple Flying