Aviação já transportou 78 mil itens para transplante no Brasil
Somente em 2026, aviões já levaram 1.152 órgãos para transplante no país, com prioridade de pouso e decolagem para ganhar tempo entre captação e cirurgia.
Companhias aéreas brasileiras transportaram gratuitamente 78.000 itens para transplante entre 2014 e 2025, e somente em 2026 já foram 1.152 órgãos. Os dados são da Central Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, consolidados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e divulgados em 27 de setembro de 2026.
Esse total equivale a 90% de tudo o que foi deslocado por via aérea no período para a atividade de transplantes, somando materiais e profissionais de saúde.
O transporte aéreo de órgãos para transplante segue procedimentos específicos para reduzir o tempo entre a captação e a chegada ao destino. As aeronaves usadas pelas companhias recebem prioridade para pousos e decolagens, enquanto os materiais são acondicionados e manuseados conforme os protocolos aplicáveis à operação. Em parte dos deslocamentos, equipes médicas acompanham os órgãos e tecidos durante o voo. A logística envolve ainda órgãos públicos, operadores aeroportuários, profissionais de saúde e instituições responsáveis pelo controle do tráfego aéreo.
Entre 2021 e 2025, as empresas aéreas transportaram gratuitamente 24.400 órgãos e tecidos. Os rins representaram 16% desse volume, seguidos por córneas (13%), medula (9%) e ossos (8%). Nesses cinco anos, a quantidade transportada cresceu 24,5%, saindo de 4.432 itens em 2021 para 5.520 em 2025 — embora o maior volume anual do período tenha sido registrado em 2024, com 5.528 itens.
A expansão do transporte aéreo acompanhou o aumento da atividade de transplantes no país. Segundo o Ministério da Saúde, o número de transplantes realizados no Brasil cresceu 21% entre 2022 e 2025. Em 2025, o país registrou mais de 31.000 transplantes, superando o patamar observado antes da pandemia de covid-19.
A evolução da demanda ampliou a necessidade de uma logística capaz de conectar centros de captação, unidades de saúde e destinos em diferentes regiões do território brasileiro.
Fontes: Aero Magazine